Sexta muito louca!

11 de agosto de 2017

O dia a dia de um motociclista pelas avenidas largas da capital mais jovem do Brasil não é nada tranquilo. Mas na sexta-feira a realidade é ainda mais grave. Não sei se é a ansiedade pela véspera do final de semana ou o cansaço da semana de trabalho? Mas a maioria dos condutores está mais louca que o de costume, sem limites de velocidade e espaços. Seta, nem lembra que existe. 

Em um dia normal sofro pelo menos uma tentativa de assassinato no trânsito de Palmas. É um condutor de automóvel se jogando em cima de mim, isso porque conduzo uma moto, se fosse uma gaizeira  ele pensaria melhor sobre sua manobra radical. Também é comum um motociclista ultrapassar pela direita ou entre você e o canteiro ou a calçada, situações nada convencionais ou esperadas.

Mas na sexta-feira muito louca os números crescem bastante. E a estatística de uma tentativa de homicídio salta para três ou quatro. No começo achava que era apenas um dia mais violento no trânsito, com o tempo percebi que ocorria toda sexta. Deve ser uma coisa pitoresca de Palmas ou é comum em outros lugares?

Além dos casos habituais, na sexta você verá pelas avenidas palmenses carros conduzindo por duas faixas. Até porque dois sempre é melhor que um e nossas avenidas são tão largas mesmo. Não parar no sinal vermelho, tentar atropelar você motociclista que está parado na faixa de pedestre, mais o transeunte que está atravessando, também é caso comum no último dia útil da semana. 

Caso tenha um transtorno de raiva e estresse (meu caso), respire e siga atentamente desviando dos loucos pelo seu caminho. É muito irritante, mas com doido no trânsito não é possível brigar. O melhor é imaginar ter o poder da telecinese e visualizar jogando o condutor e seu veículo no canteiro. 

E agora, o que pensar do mundo do trabalho?

16 de julho de 2017

É fato, os proletários (trabalhadores) do Brasil não se uniram e a essência da relação do trabalho foi modificada. E isso não foi feito por trabalhadores, mas por políticos que adotaram a dádiva de representar a população como uma carreira profissional. Que é bem remunerada!


E agora,qual será a realidade de nós, os trabalhadores e também dos desempregados? Teremos mais postos de trabalho? Sobre essa questão não tenho dúvida, não teremos. Teremos mais rotatividade de trabalhadores, pois a demissão foi facilitada, a lei flexibilizada e a contratação por um salário mais baixo se tornou uma regra. 

Não podemos confundir rotatividade de empregados com ampliação de postos de trabalho! E não podemos confundir realidade com propaganda dos amargurados vermelhos PT, não devemos cair nesse discurso bipolar pseudo Guerra Fria. Nem tucanos, nem peemedebistas, petistas ou qualquer istas no Brasil vão de fato mudar a vida dos trabalhadores. Isso só pode ser feito por nós mesmos, trabalhadores.


Mas deixo minhas falações para dar voz a um grande pensador, Mauro Iasi, que inclusive poderia ser o nosso presidente da República hoje e não a Dilma ou o Temer, mas apenas 47,8 mil brasileiros acreditaram no seu projeto em 2014.


TRABALHO MORTO
Cérebros, nervos, músculos...
meu corpo explode em coisas que não sou eu

Os seres humanos fazem coisas maravilhosas
que o trasformaram em coisas terríveis.

M-D-M
Disse-Me-Deus
D-M-D
E Deus não mais existe
O Diabo expulso do céu...resiste.
D-M-D'
E as coisas caminham com seus pés
suas almas cheiram sangue
Quando se vendem em cada esquina.

Saíram de mim por cada poro
fugiram de mim pelo cansaço
romperam meu corpo de carne
fluido de óleo...pele de aço.

Ganham vida roubando a minha.
assumem porque abdico
falam porque calo
fetichizam porque reifico.

Sou eu que me olho coisa
já fui ela, mas me esqueço
É a vida que olho no corpo da coisa,
mas, morto...não me reconheço.



E o que diabos é essa sopa de letrinhas... O barbudão Karl Marx explicou o processo de circulação da produção capitalista das seguintes maneiras:
fugiram de mim pelo cansaço
assumem porque abdico
já fui ela, mas me esqueço
Mercadoria - Dinheiro - Mercadoria (produção mercantil simples)

Dinheiro - Mercadoria - Dinheiro (produção com a predominância do dinheiro)

Dinheiro - Mercadoria - Dinheiro' [D': dinheiro acrescido de lucro (produção mercantil capitalista)

"Vida longa e próspera" no WhatsApp

30 de agosto de 2015




Aos fãs de Star Trek, nerds e geeks de plantão, a nova atualização do WhatsApp traz entres os emojis a saudação vulcana ensinada a nós, terráqueos, pelo querido Sr. Spock. Personagem fantástico da série Star trek, interpretado por Leonard Nimoy (1931-2015), e que deixou saudades em muitos corações (inclusive eu). O sr. Spock utilizava o gesto para desejar VIDA LONGA E PRÓSPERA!


Outra novidade na atualização da rede social, são os emojis étnicos. As carinhas, recurso muito utilizado pelos usuários, agora têm várias opções de cores, na minha opinião, a representação mínima da diversidade do Homo sapiens.

Estou apaixonada...completamente e irremediavelmente...

10 de agosto de 2014



Estou completamente apaixonada pelo universo Marvel. Desde criança vivencio uma paixão platônica com os HQs, platônica porque na minha cidade não tinha (e ainda não tem) bancas e locais que vendem quadrinhos, o que prejudicou bastante a minha relação de amor. Mas, depois de adulta me (re)apaixonei novamente e muito em razão dos filmes.
O primeiro a me conquistar foi o Homem de Ferro 1 e 2, já não gostei de Capitão América 1 e Thor 1. Porém, Os vingadores me agarrou e Homem de Ferro 3 selou a minha relação "de risos e brilho no olhar" com a Marvel e de quebra, com o mundo dos HQs além Mar...vel...
Mesmo com as produções maravilhosas de Thor 2 e Capitão América 2 (muuuito bom mesmo e não sou fã do soldadinho EUA), Os guardiões da galáxia é uma surpresa... maravilhosa. Se prepare para se emocionar com as histórias peculiares dos heróis (que não são semideuses, lindos, perfeitos), nos envolvemos e nos apaixonamos por esses alienígenas fofos.

Se prepare para chorar (sim, isso mesmo, pode levar o lençinho), dançar (você irá, ninguém resiste), sorrir (muuuito), falar muitos ooohhhh que fofo e seus olhos brilharem, se encantar com os efeitos (vale muiiiito a pena ver em 3D). O filme é muito bom e encantador, corra e aproveite o final de semana para assistir.
Ops, esquecendo, o Stan Lee está um luxo no filme (kkk). E a trilha sonora foi feita para os nascidos nas décadas de 70 e 80. Nossa e o Benício del Toro...Benício...Beníciooooo...
Caso ache que sou suspeita, acredite nas Garotas Geeks e veja os 10 motivos para assistir Guardiões da Galáxia! E 1 para não assistir.

* sei que os nomes dos filmes estão incompletos e não são 1, 2 e 3, porém precisava resumir, pois isso é um post breve, pois vocês já estão organizando a ida ao cinema mais próximo.
** ah... fique até o fim dos créditos... cenas imperdíveis!

O que é a morte?

10 de julho de 2014

Um tabu em muitas sociedades, inclusive na nossa, que lida muito mal com a velhice e a morte.

No geral, as explicações são pelo ponto de vista religioso, mas pouca reflexão racional e científica sobre o pós-último-suspiro. Assistindo o último episódio da série Agents of Shield, um dos personagens fala sobre a morte citando o princípio da Conservação da Matéria, elaborado pelo francês Antoine Lavoisier, "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".


Para mim, a vida é uma apenas. E citando minha amiga Cláudia, é curta ou longa, vai depender da perspectiva. Pode ser muito longa comparada a vida de um gato, que vive entre 15 a 20 anos, ou apenas um sopro, quando consideramos a idade do Sol.

Ver a morte como o apagar da energia das moléculas que nos compõe, mas que não deixará de existir, irá se transformar, como a queima de uma madeira, que passará a ser cinza, carvão e gases. E o que sou hoje, já foi outra coisa em outro momento. E, se ainda, juntarmos à reflexão o surgimento do Sistema Solar e da Terra, tudo ficará ainda mais fascinante.

Un encanto: Corazón de León

28 de junho de 2014

Hermosa, linda, excelente película. Salir del cine con mariposas en el estómago. Me encanto!

A liberdade da (des)crença

19 de março de 2014

Crescer em meio a religião, a crença em um Deus, que explica tudo e nada, com o medo do inferno e o peso do pecado não é um ambiente saudável para uma criança e o torna um adulto traumatizado e aprisionado. Apesar de ter crescido em uma família católica, ter sido batizada, ter feito parte dos sacramentos, também tive uma educação para ter um senso crítico em relação a religião.

Desde muito jovem, superei o medo do inferno e também deixei de querer o céu. Deixei de pensar sobre o assunto, não era um coisa importante. Mas o pecado, esse era um dilema para mim, algumas coisas consideradas pecado pela igreja eu questionava. Contudo, o grande problema sempre foi a irracionalidade da religião e crença religiosa e as culpas, moralismo e intolerância pregado e defendido.

Deixei isso para lá por um bom tempo. Achei melhor viver minha vida, fazer o que eu acredito e deixar a religião no seu lugar, ambiente privado de cada ser humano. Mas, a religião reivindica uma papel público e busca controlar o Estado e os indivíduos. Ela dita as regras e a disputa pela liberdade está posta, não pude me furtar diante desde embate.

Mas, foram anos de reflexão e amadurecimento. Tinha medo de deixar de acreditar e me sentir perdida, no entanto, cada vez que eu pensava mais sobre a (des)crença, mas livre eu me sentia. As amarras do moralismo, do pecado, do pós morte, do destino, da providência divina não me sufocava mais.

Passei a lidar com a realidade, que está posta aí na nossa frente, temos uma vida e somos um ponto em meio aos multiversos. Observei a beleza da criação a partir da concepção da ciência e de como somos fruto do acaso e o que temos é o que está posto. E que precisamos ser pessoas melhores não por causa de uma recompensa divina, mas sim porque é o certo a ser feito. Nunca gostei da relação mercantilista do Cristianismo, na qual faço o bem para ser recompensado. 

Faço o bem porque é o certo e faço o mal também, sou um ser aprendendo e construindo o viver em sociedade. Sou um ser livre, tenho essa única vida, e não vou gastá-la cumprindo regras descabidas ou fazendo o que a sociedade esperam de mim. Vou gastá-la descobrindo e vivendo aquilo que é importante para mim, pois no final, no acaso de tudo, é isso que irá importar. Serão os meus feitos, fracassos, experiências, vivências que me acompanharão na velhice e morte.

O depois...da morte...inexistência. Deixarei de existir, um regra natural da vida!!!

Onde está o Stan Lee?

18 de janeiro de 2014




Fãs ou não da Marvel já viu filmes inspirados nos quadrinhos e já encontrou Stan Lee fazendo uma ponta no longa metragem. Stan Lee é um dos principais responsáveis pela criação de vários heróis: Homem de Ferro (meu predileto), Thor, Capitão América, Quarteto Fantástico, X-Men e por aí vai...
Sempre que vou assistir um filme sobre algum personagem da Marvel fico atenta para encontrar o Lee, não é fácil, pois muitas vezes sua aparição é muito discreta. Mas o site da be style publicou uma matéria com um roteiro sobre suas aparições em alguns filmes.

X-Men (2000)
No primeiro filme dos mutantes, Stan aparece camuflado em um joguinho digno do Wally. Acontece lá pelo meio da história, quando o senador Robert Kelly surge no meio de uma praia lotada, completamente nu e transformado pela injeção que o transformou em um mutante. Stan está ali, no meio da multidão.
Homem-Aranha (2002)
Se foi difícil encontrar o cara em X-Men, aqui fica ainda mais difícil. Stan aparece de relance, no meio da rua, durante o primeiro ataque do Duende Verde à Nova Iorque. Boa sorte!

Demolidor (2003)
Essa é uma das mais divertidas. Logo no começo do filme, quando o jovem Matt Murdoch já se adaptou à cegueira, o jovem herói usa sua bengala e audição aguçada para impedir um pedestre distraído de ser atropelado enquanto lê o jornal. Pois é. Adivinhe quem era...

Hulk (2003)
Se a “atuação” de Stan Lee em “Demolidor” era bacana, a do filme do monstrengo verde chega a decepcionar. Stan aparece simplesmente como um policial saindo de um hotel.

Homem-Aranha 2 (2004)
Outra aparição rápida. Aqui, ele também dá uma de herói e salva uma mulher de ser atingida pelos escombros de um prédio durante um combate entre o Homem-Aranha e o Doutor Octopus.

Quarteto Fantástico (2005)
Essa é a primeira aparição creditada do escritor, com direito a um diálogo. Aqui, ele interpreta o Willy Lumpkin, carteiro de longa data dos protagonistas.

X-Men – O Confronto Final (2006)
Nem teve muita graça para os fãs. Stan aparece logo na primeira cena, como um dos vizinhos da Jean Gray adolescente.

Homem-Aranha 3 (2007)
Essa é uma das aparições mais, digamos, sentimentais do velhinho. Em uma fase deprê, Peter Parker caminha pelas ruas de NY quando para ler um letreiro a respeito de um salvamento do Homem-Aranha. Eis que surge seu “pai” evocando o falecido Tio Ben, com a seguinte fala que parece ter vindo direto de uma palestra motivacional: “Sabe? Eu acredito que uma pessoa pode fazer a diferença. Já disse o suficiente”.

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007)
Metalinguagem na cabeça! Em uma sacada brilhante, nosso amigo tenta entrar na cerimônia de casamento de Sue Storm e Reed Richards (também conhecidos como Mulher Invisível e Sr. Fantástico). Ele tenta argumentar “Eu sou Stan Lee!”, mas é enxotado para fora sem dó nem piedade.

Homem de Ferro (2008)
O velho Stan pode ter sido barrado no casamento de Sue e Reed, mas a gafe do segurança foi compensada no filme seguinte no melhor estilo like a boss. Aqui nosso playboy favorito Tony Stark chega numa festa de arromba e cumprimenta um tal de Hef. Ele se vira e...tcharam! Senhoras e senhores, eis Stan Lee vestindo um robe, fumando um cachimbo e rodeado de belas mulheres...a pergunta aqui é: ele estava interpretando Hugh Hefner, fundador da Playboy, ou simplesmente agindo como um impostor no lugar dele?

O Incrível Hulk (2008)
No reboot do filme, Stan tem um papel mais importante para história, bebendo uma garrafa com uma infusão do sangue contaminado com radiação gama do verdão e morrendo logo em seguida. Assustador? Imagina!
Homem de Ferro 2 (2010)
Mais uma vez, Lee representa uma pessoa real. Aqui, ele pode ser visto como Larry King pelos olhos (bêbados) de Tony Stark.

Thor (2011)
Meio sem graça, esta cena traz Stan como o motorista da pick up usada para tentar tirar o martelo do deus nórdico do deserto onde ele foi encontrado enterrado logo no começo do filme.

Capitão América (2011)
No filme do primeiro Vingador, Stan aparece como um velho coronel do exército durante uma cerimônia em homenagem ao capitão Rogers.

Ele também está no filme Diário de uma princesa 2.

...2013...2014

...2013 terminou e parece que nem vi os dias passarem...2014 já chegou, com dias velozes...
Nessa velocidade dos dias, nos quais você vive para trabalhar, os anos engolem a sua vida e você tem a sensação de quê não fez nada e nem sabe como chegou onde está. Esse é o sentimento que já tive em diversas ocasiões, até que parei para avaliar minha vida e decidir quais são as minhas metas, sonhos e planos de como quero passar os meus dias, que são únicos, nesse multi+universo.

Uma crise é importante quando ela te leva a parar, sentir, refletir, identificar, decidir, planejar e executar. E essas crises são as piores, pois ela te leva para momentos muito difíceis e que muitas pessoas não conseguem voltar, é como entrar dentro de si mesma, ir tão profundo, que você cai no limbo (veja o filme A origem) e você se perde e não volta mais para a realidade. Eu consegui voltar depois de, não meses, mas anos descendo tão fundo que cheguei ao limbo.

Mas, também, é um processo de autoconhecimento, no qual todas as verdades são questionadas, os hábitos, relacionamentos, postura, sua história e até suas memórias. Aquelas verdades, das quais você não sabe o por quê de acreditar, serão reavaliadas e você passa a ter a possibilidade de ver melhor as pessoas, o passado e até você mesma. Contudo, não aconselho ninguém fazer essa jornada desacompanhado, é uma tarefa que você precisa de ajuda!

Aff...o retorno é libertador, mas cheio de tarefas e uma jornada apertada. É assim que comecei 2014, vivendo e não deixando apenas a vida passar. Ora, mas isso é um aprendizado, ainda estou engatinhando, pois quando você volta do limbo é preciso reaprender muitas coisas.

Espero que esse ano possamos nos vermos mais por aqui!

Domingo especial: terá eclipse solar

2 de novembro de 2013

Alana Gandra
Agência Brasil

Algumas localidades do Brasil assistirão amanhã, 3, ao último eclipse solar  de 2013. “Só que no Brasil, ele não é um eclipse total”, disse à Agência Brasil a astrônoma do Observatório Nacional (ON), Josina Nascimento.  Isso significa que os brasileiros assistirão à cobertura apenas parcial pela Lua.
O eclipse solar total será observado somente  em uma faixa da África e no Oceano Atlântico.  Ele é chamado de eclipse solar híbrido, porque pode ser visto de forma parcial em algumas áreas.
O fenômeno poderá ser acompanhado em todo o Nordeste, na maioria dos estados  da Região Norte e em parte do Centro-Oeste e do Sudeste. O eclipse não será observado na Região Sul, informou a pesquisadora do ON.
No Rio de Janeiro, o fenômeno vai começar às 8 horas de Brasília, lembrando que é horário de verão, com a escuridão máxima do Sol sendo atingida por volta de 8h20. Pelos cálculos de Josina, às 9h39,  o Sol estará totalmente descoberto. Já em Belém, que não tem horário de verão, o eclipse terá início às 7h27, horário local.
Há no fenômeno uma coincidência interessante, destacou a pesquisadora, que é o fato de o diâmetro aparente da Lua, visto da Terra, ser idêntico ao do Sol. “Se não fosse isso, nunca iria encobrir totalmente [o Sol]”.
Edição: Fábio Massalli

A morte das ideiais!

10 de agosto de 2013



No post anterior fiz alguns questionamentos sobre o limite entre a vida, a sobrevivência e a morte de um trabalhador no capitalismo. Para trabalhador alienado a exploração ocorre, ele até se dá cona que o seu salário não paga a sua comida, a escola de seus filhos e o hospital. Do outro lado, o patrão dirige o carrão do ano e seus filhos cursam as melhores faculdades. Mas é uma análise superficial, não observa o movimento real do capitalismo. 

Munida de parte do conhecimento do movimento real do capitalismo isso não me torno mais forte, pelo contrário, mas frágil diante da exploração, consumismo e ditames. Depois de noites em claro, inclusive essa, de total rumo, um partícula perdida no universo, recorro novamente a filosofia para entender o munto e voltar a ter um ideal. Pois, o mais grave que o capitalismo faz, não é com o seu corpo, mas sim com sua mente, ele mata os seus ideias que são diferente do script e você passa a figurar na grande peça: trabalho, casa, família, falsas festas, televisão...e sua vida virá mão de obra apenas, sem valor, pois muitas outras mãos de obras existem.

Uma angustia me sufoca há meses, uma tristeza profunda, um suspiro no nada e vejo que esqueci as coisas mais importantes, a resistência. Sentir o vento no rosto, o florir do cerrado e até o que fazer com o meu trabalho. Esqueci que o “o objetivo do conhecimento não é meramente realizar a interpretação do mundo, mas efetivar sua transformarão”. (Karl Marx).

Voy a vivir
Yo no voy a morirme. Salgo ahora
en este día lleno de volcanes
hacia la multitud, hacia la vida.
Aquí dejo arregladas estas cosas
hoy que los pistoleros se pasean
con la "cultura occidental" en brazos,
con las manos que matan en Espana
y las horcas que oscilam en Atenas
y la deshonra que gobierna a Chile
y paro de contar.
Aquí me quero
con palabras y puelbos y caminos
que esperan de nuevo, y que golgpean
con manos costeladas em mi puerta.
(Pablo Neruda)

Leituras

5 de agosto de 2013


Estas memórias ou lembranças são intermitentes e, por momentos, me escapam porque a vida é exatamente assim. A intermitência do sonho nos permite suportar os dias de trabalho. [...] Talvez não vivi em mim mesmo, talvez vivi a vida dos outros. Pablo Neruda





Entre um corre e outro, é preciso garantir a literatura e o conhecimento. Lendo o livro de Neruda Confesso que vivi, uma autobiografia deliciosa. E como estudo (pesado) o livro Para além do Capital, do István Mészaros. Ao longo...vou compartilhando as impressões sobre as obras...

...autopsicografia...

Qual é o limite entre a vida, a sobrevivência e a morte de um trabalhador no capitalismo? Um linha tênue separam essas fases, desde tratando-se da saúde mental e física de uma pessoa. Muitos dias e noites longas. Complicações, dias intermináveis e... não foi fácil chegar até aqui, mas, enfim, cheguei. Mais cética, dura, entristecida, contudo, sábia.
Aprendi coisas, que não sei se foram boas, como esconder o que sou, meus ideais. Aprendi a ficar calada diante do reacionário e sofrer calada a exploração capitalista. Me sinto como uma pessoa em coma, sendo torturada, mas que tudo sente. Tive que me resignar, apesar da consciência da estrutura e funcionamento do sistema. Virei uma fingidora, fingindo a alienação...

Autopsicografia
                                   
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Livro de Assange será lançado dia 1º

18 de janeiro de 2013

Por Boitempo

Com data prevista para o dia 1º de fevereiro, a Boitempo lança o livro de Julian Assange Cypherpunks – liberdade e o futuro da internet. Assange é editor chefe e visionário por trás do Wikileaks. O livro é resultado de reflexões de Assange com um grupo de pensadores rebeldes e ativistas que atuam nas linhas de frente da batalha em defesa do ciberespaço (Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn e Jérémie Zimmermann). A edição brasileira terá a colaboração do filósofo esloveno Slavoj Žižek e tradução de Cristina Yamagami.

Apesar de a internet ter possibilitado verdadeiras revoluções no mundo todo, Assange prevê uma grande onda de repressão no mundo on-line, a ponto de considerar a internet como uma possível ameaça à civilização humana devido à transferência do poder de populações inteiras a um complexo de agências de espionagem e seus aliados corporativos transnacionais que não precisarão prestar contas pelos seus atos. Em contrapartida, propõe o lema “privacidade para os fracos e transparência para os poderosos”.

O livro reflete sobre a vigilância em massa, censura e liberdade, mas o principal tema é o movimento cypherpunk, que faz uso da criptografia como mecanismo de defesa dos indivíduos perante a apropriação e uso bélico da internet pelos governos, Estados e empresas. Os cypherpunks defendem a utilização da criptografia e métodos similares como meios para provocar mudanças sociais e políticas. O movimento teve início em 1990, atingiu o auge de suas atividades durante as “criptoguerras” e, sobretudo, após a censura da Internet em 2011 na Primavera Árabe. O termo cypherpunk, uma derivação (criptográfica) de cipher (escrita cifrada) e punk, foi incluído no Oxford English Dictionary em 2006.

Julian Assange tem sido uma voz proeminente no movimento cypherpunk desde os anos 1990. Ele criou inúmeros projetos de software alinhados com a filosofia do movimento, inclusive o código original para o WikiLeaks. Preso em dezembro de 2010, o ativista é mantido em prisão domiciliar no Reino Unido desde então, sem que qualquer acusação formal tenha sido feita contra ele. Em maio de 2012, o Reino Unido decide extraditar Assange para a Suécia. Temendo que o governo sueco o entregasse às autoridades norte-americanas (que já manifestaram seu interesse de julgá-lo por espionagem e fraude), o ativista consegue asilo político na Embaixada do Equador em Londres, onde permanece desde junho deste ano. Nesse tempo, Assange tem se dedicado a promover debates sobre a sociedade contemporânea com grandes intelectuais de todo o mundo e foi dentro deste contexto que escreveu Cypherpunks.

Hilda Furacão

Todos os episódios da mini série Hilda Furacão, aproveito e recomendo o livro, utilizado como base para série, também chamado Hilda Furacão, de Roberto Drummond.









Disciplina e Organização, ai ai ai...

17 de janeiro de 2013

O dia a dia exige disciplina e organização, principalmente, para nós, que trabalhamos, estudamos e lutamos por melhores condições de trabalho e vida. Porém, não é fácil manter tal postura depois de horas de trabalho, depois em casa, mais trabalho. Você entra em círculo vicioso, onde apenas (sobre)vive para o trabalho e não consegue ter disciplina e organização para mudar essa realidade.
Um das alternativas que aderi foi traçar metas e quadro de rotina, isso após longas conversar com Cláudia e leituras do blog Vida Organizada. Tracei metas para os próximos quatro anos, onde já me vejo em um emprego melhor e ingressando no mestrado. Onde defino as prioridades, como não comprar um carro agora, mas apenas em 2015, por mais que seja tentador antecipar tal aquisição.
Para 2013, sistematizei uma rotina de estudos para concurso, mas também de retomar as leituras e estudos científicos. Como também, quero concluir dois módulos do curso de inglês e espanhol.
E mais do que, no meu caso estudar para concurso e a pesquisa científico-popular, é preciso cuidar do espírito e do corpo. Nesse, ou melhor a partir desse, 2013 quero ler 12 livros, ler revistas, viajar e ainda praticar exercícios físicos, cultivar bonsai, acampar na serra com a Cláudia e visitar mais vezes o Aka.

Bom 2013 para nós! Força para não deixar o capitalismo quebrar nosso espírito, pois outras primaveras virão...

O ‘folha-seca’ da arquitetura

7 de dezembro de 2012



Pois Niemeyer foi também um homem de ‘folhas-secas’. Já é lugar comum dizer que ele era o arquiteto das linhas curvas, ‘sensuais’. Sim, mas não só referentes (ainda que também) ao corpo feminino, também, penso, aos rios brasileiros, esses cheios de meandros e igarapés, remansos e dúvidas metafísicas, como a relativa ao Guaíba, de Porto Alegre, se é mesmo rio ou lago. Ou estuário. Ou outra coisa que ainda não se descobriu.
Trecho do texto do Flávio Aguiar, confira no blog da Boitempo.

Gel de linhaça: como fazer.

24 de outubro de 2012

Devo esse post a muitos dias e para muitas pessoas, mas minha vida está muito corrida entre trabalho e estudo, ou melhor, trabalho, estudo e sono, muito sono. Mas, vamos lá!

Falei do gel de linhaça para as amigas, para as amigas das minhas amigas, como é maravilhoso para a cabeleira. Utilizo já tem vários meses e adorei o resultado. Deixa o cabelo super definido, com brilho e não resseca como os outros cremes, que no meu caso, causa alergias.

Você faz em casa, apenas semente de linhaça e água, porém tentei ensinar, mas ninguém conseguiu fazer para ficar legal. Então resolvi colocar um vídeo da Cinthya Rachel que ensina como fazer. Aproveitem meninas e meninos e vamos soltar os cachos ao vento!


Reino de Butão e outro modelo

16 de outubro de 2012

Li no site Correio da Cidadania um texto interessante sobre a economia de Butão, escrito pelo economista Marcus Eduardo de Oliveira. O autor relata a experiência desenvolvida por aquela população, que segue rumos diferentes que o capital impõe ao mundo. Conforme Marcus, a base da economia daquele país não é a acumulação primitiva e o lucro, mas a "valorização da vida e respeito ao meio ambiente". Marcus é professor e especialista em Política Internacional pela Universidad de La Habana, em Cuba. 




Imaginemos um lugar no mundo em que a taxa de analfabetismo seja zero, onde não haja problemas de mendicância e nem registros de corrupção, e onde suas florestas, ocupando 80% do território, sejam preservadas. Imaginemos um lugar em que o sistema de produção agrícola não faça uso de fertilizantes sintéticos e nem de agrotóxicos, que não use inseticidas, herbicidas, fungicidas, nematicidas ou adubos químicos; que valoriza e faça uso eficiente dos recursos naturais não renováveis, alinhando os processos biológicos à biodiversidade, respeitando o meio ambiente, revitalizando a natureza em lugar de degradá-la, buscando qualidade de vida, preservando o habitat natural, reciclando os recursos, aplicando os princípios da agroecologia.

Imaginemos um lugar qualquer no mundo que tenha abolido a produção, o consumo público, a venda e a importação de cigarros. Imaginemos um lugar cujo sistema de trânsito seja orientado pelos princípios da boa educação e do respeito dos motoristas aos apitos dos guardas, em lugar dos semáforos. Imaginemos um ponto no mapa, mais precisamente entre as montanhas do Himalaia, entre a China e a Índia, em que a medida usada nesse lugar para calcular o progresso nacional seja a Felicidade Nacional Bruta (FNB - Gross National Happiness).

Pois esse lugar existe. Trata-se do Reino de Butão, um pequeno país com uma área de pouco mais de 38 mil km² e com uma população de 700 mil habitantes, cuja economia se baseia na agricultura de subsistência, no turismo e na venda de energia hidrelétrica para a vizinha Índia.

Butão tem mostrado ao mundo que é possível alcançar padrões de vida sustentáveis e saudáveis. O objetivo agora, depois do inovador método de medir a qualidade de vida por critérios holísticos e psicológicos baseados nos valores budistas, é alcançar, até 2020, 100% de agricultura orgânica. Para isso, desde 2007, o Butão selecionou um conjunto de técnicos e especialistas para estudar métodos de difusão do cultivo orgânico (30% mais valorizado em relação ao convencional) entre os agricultores, além de novas técnicas que tendem a potencializar o uso do solo objetivando a autossuficiência alimentícia.

Na essência, Butão vem demonstrando que é possível produzir valorizando a saúde humana, alinhando-se a um profundo respeito ao meio ambiente. O outro nome disso? Desenvolvimento humano sustentável, ou se preferirem: valorização da vida!

Oração da Santa Parecença

Versos do poeta Célio Pedreira...

O sertão é a criança mais parecida de Jesus
deserta-se quando fica só
alegra na chuvinha impetuosa
e chama os amigos para comer manga comum.

12.10.2012